Manter um carro na garagem pode parecer essencial para muita gente.
No entanto, será que ele cabe nas suas finanças ou está pesando demais no seu orçamento?
Neste artigo, vamos analisar os custos de ter um veículo, mostrar alternativas e ajudar você a decidir se realmente vale a pena continuar com esse gasto.
Ter um carro é liberdade ou compromisso financeiro?
Ter um carro, sem dúvida, oferece conforto, mobilidade e praticidade.
Contudo, esses benefícios vêm acompanhados de uma série de custos que muitas vezes passam despercebidos.
Antes de mais nada, é importante entender que um carro não é investimento.
Ele desvaloriza com o tempo e gera despesas contínuas, o que impacta diretamente na sua capacidade de poupar ou investir.
Quanto custa manter um veículo por mês?
Vamos considerar os gastos médios que um carro gera mensalmente:
- Combustível: entre R$ 300 e R$ 800, dependendo do uso
- Seguro: de R$ 100 a R$ 400
- IPVA e licenciamento: média de R$ 100/mês (valor anual dividido por 12)
- Manutenção e revisões: R$ 100 a R$ 300
- Estacionamento e pedágio: variável, mas pode ultrapassar R$ 200
- Lavagem e pequenos reparos: mais R$ 50 a R$ 100
Ou seja, mesmo um carro popular pode custar facilmente entre R$ 1.000 e R$ 1.500 por mês.
Em 1 ano, isso representa mais de R$ 12 mil em despesas fixas e variáveis.
Colocar o carro nas contas fixas vale a pena?
Se você realmente precisa do carro, por trabalho ou por falta de transporte público eficiente, ele pode ser considerado uma despesa fixa justificada.
Por outro lado, se você usa o carro apenas aos finais de semana ou em situações pontuais, talvez ele esteja consumindo recursos que poderiam estar sendo investidos em algo mais útil.
Vamos comparar:
- Manter um carro: custo de R$ 1.200/mês
- Investir R$ 1.200/mês em um CDB a 1% ao mês:
→ após 5 anos, você teria cerca de R$ 95 mil acumulados
Portanto, o que parece um gasto inofensivo, na verdade, pode estar tirando sua chance de construir patrimônio.
Quando abrir mão do carro pode ser mais vantajoso?
Considere se desfazer do veículo se:
- Você trabalha em home office ou mora perto do trabalho
- Sua cidade oferece boas opções de transporte público ou bicicleta
- Você usa aplicativos de mobilidade (Uber, 99) com pouca frequência
- Está com dívidas ou quer começar a investir com regularidade
Além disso, sem um carro, você economiza tempo e dinheiro com estacionamento, trânsito e burocracia.
E se eu precisar eventualmente?
Você pode usar alternativas pontuais como:
- Aplicativos de transporte
- Carros por assinatura, onde o custo é fixo e inclui tudo
- Locadoras por diária para viagens específicas
- Dividir caronas com vizinhos ou colegas de trabalho
Assim, você mantém a mobilidade sem carregar todos os custos de um carro próprio.
Dica extra: transforme o carro em fonte de renda
Se você ainda não quer abrir mão do carro, que tal fazer ele gerar dinheiro?
- Trabalhe com entregas ou transporte por app em horários livres
- Alugue seu carro por plataformas como Turbi, Moobie ou Fleetcars
- Ofereça caronas para colegas e divida os custos
Dessa forma, ao menos parte dos gastos é compensada — e o carro se torna um ativo útil, não apenas um passivo.
Conclusão
Colocar o carro nas despesas fixas pode ser cômodo, mas também pode estar freando sua saúde financeira.
Reavaliar essa decisão com calma pode abrir espaço para economizar mais e investir melhor.
Em resumo, pergunte-se:
“Eu realmente preciso de um carro neste momento ou estou mantendo por hábito e status?”
Gostou do conteúdo?
Então compartilhe com amigos que também estão repensando seus gastos!
E continue navegando no blog para descobrir outras formas de economizar, organizar sua vida financeira e começar a investir com pouco.


